Já diriam os falecidos Los Hermanos, “o vento me leva”.
E continuavam “O vento vai dizer lento o que virá…”
Eu estou vunerável ao vento. Um olho fechado, o outro semi-aberto. Cabelos soltos e a procura pela leveza do ser. Uma música, um pensamento. O silêncio, escutando o coração batendo. A certeza que algo de bom virá e fará uma bela festa surpresa. O sorriso de orelha a orelha a cada acontecimento.
Estou bem, mas curiosa onde o vento vai me arrastar. Ele às vezes prega peças.
Um vinho na mão e a cabeça longe. O corpo solto, vontade que estivesse assim sempre. Mas não. O vento às vezes pára. Volta a vida do relógio, contando as horas para o dia acabar. Com o vento não. Algo está no ar. O cabelo muda, assim como o humor, tal igual a temperatura.
Bons ventos o trazem. Bons? É o que diz a previsão. A minha, não a do tempo. A minha previsão é de dias ensolarados e chuvas de conchinha. Noites estreladas com Bob Dylan também são bem-vindas. Eu sonho acordada, o vento permite. É um vento que sopra de dia, sussurando meus ouvidos, que sacode meu astral e bagunça minha rotina. Vento do bem, bons ventos, já disse.
É, engraçado (ou não, pra você), é um vento aliviante. Não é chilly, nem cold. Não se esquenta ou se esfria comigo. Simplesmente sopra.
Mas será até quando? Eu não sei, vento muda rápido. E talvez logo saia voando por aí. E então apareça a chuva, e eu chore. Ou apareça o sol e me ilumine. Não sei. Não tenho a resposta. Apenas vivo.
The answer, my friend, is blowin’ in the wind,
The answer is blowin’ in the wind.