A dobrinha debaixo do braço é a mesma.
E a barriguinha de cerveja foi conquistada junta!
Ok, quilos a mais são normais e beleza não é tudo.
Mas ainda me questiono se não seria a diferença na cor dos cabelos. Incrível, a preferência nacional são as loiras, mas por aqui nos pampas, o gosto é pelas morenas. Troco a minha tinta? Será que vale?
Pior é trocar a tinta e ver que cor não muda opinião alguma.
O que faz outras mulheres serem melhores que você, senão a beleza?
Ser boa de cama? Too soon, babe.
Eu digo de primeira impressão. Como umas impressionam mais do que outras?
Roupa da moda? Saber contar piadas como ninguém? Sorrisos sem parar? Assuntos multiculturais na ponta da língua?
E se o papo for o mesmo? Mulher é tudo igual mesmo. Ok, não é. Mas na mesma panela, no mesmo círculo de comportamento, o assunto que transita por ali é bem parecido. Músicas e bandas em comum, filmes que vimos juntas, letras que sabemos cantar de cór. E os sites, os livros, as revistas, muito antes discutidas entre nós, panelinha, do que entre eles, a preferida dele e ele, o preferido meu.
Será que é a forma de contar que conta pontos?
A tendência de hoje é muito mais que conteúdo, é dedicar também bom tempo no formato de apresentação. Isso pro meu trabalho. Seria pra minha vida pessoal também?
E não digo forma de corpão sarado. Mas forma de falar, de abordar, de contar uma história. Acho que isso conta muito. E às vezes me sinto travada, tímida pra contar como gostaria. Talvez por falta de intimidade ou por vergonha de alguma expressão que eu diga ou pelo meu sotaque diferente da maioria.
Será esse um motivo suficiente para em 2 horas um cara decidir entre uma mulher e outra?
Homens são tão racionais que talvez todos esses quesitos nem existam.
Talvez seja só um “gostei” e pronto.
E quem sabe, a diferença entre “ela” e eu seja o meu excesso de questionamentos e a minha falta de ação.
Hit 80’s ótemo pro momento! Com a diferença que a outra aí é loira. E eu aqui é que sou.