O psicológico faz a gente engordar.
Poderíamos dizer que “ser gorda” é psicológico, como o frio.
Mas não é. Dá pra ver ali no espelho toda aquela celulite odiada. É tangível, na medida que eu coloco uma calça e ela não fecha mais. É o filme de terror, lado B, da vida de qualquer mulher (e porquê não, de qualquer homem).
A gente fica questionando o porquê da existência daquela bendita bolacha recheada todo santo dia às 16 horas e 15 minutos. E quando vê, puft, engordou 7 kilos! Sim, raiva.
E o que a gente faz? Come mais. Porque bate uma mini-deprê, que só aquele alfajor by Havana vai curar.
É foda. Ou melhor, se fosse com foda, talvez seria mais fácil de digerir tudo. E daí a cinturinha continuaria “inha”. Mas não, a gordura sempre vem nas horas dramáticas. No “time” errado. Quando a gente tem zilhões de coisas pra fazer, pagar contas, estudar e terminar o dia sem um beijo na boca. – daqueles amantes fixos, porque existem sim os temporários, que gastam as 70 calorias daquela barrinha de ceral.
O que fazer? O que fazer?
1. Não perder o controle, senão mais kilos tocaram a campainha.
2. Dieta, of course. Palavrinha chata, com conteúdo sem graça! É quando a vida vira um monocromático verde bandeira, cheia de folhas frescas que estragam rápido – ainda mais para quem mora solo. É saladeenha às 12h, iogurte às 15h, gelatina às 17h e quando viu, comeu demais, engordou mais ainda. É levar lanche de casa, fazer do palmito uma benção e dar o fora naquele x-tudo delicioso. Sabe o que é o pior? É ver os amigos tomando uma boa cerveja gelada e perdir…coca zero! Pronto, falei. E pra fechar, dieta é sinônimo de gastar mais, com produtos especiais e verduras todos os dias.
3. Se mexer = academia, musculação, caminhada, toda aquele pacote chato da geração saúde. E que adivinha? Leva mais dinheiro pra passear.
Todo esse papo vai me batendo uma enorme preguiça, que sabe o que dá vontade de fazer?
Fechar a boca e ir dormir!
Sei lá, hoje seria essa música. Talvez pra me amar mais!
E atire a primeira pedra o gordo que é feliz.