Sabe quando está na hora de tirar aquele maldito band-aid de meses?
Aquele que dá medo, que vai doer um pouquinho ainda, que vai ficar um pouco de cola no braço (ou no peito) pra contar histórias. Aquele que dá pavor, mas dá alívio. Que só disfarça o machucado e protege, mas no fundo não cura. Aquele safado, camuflado de várias cores, jeitos e desenhos. Que te esconde, te afasta de ti (por um simples milímetro de plástico), que te faz de coitadinha (palavrinha uó) – a sofrenilda, a pobre coitada, a que sempre se estrebucha, cai, precisa de cuidados.
Então, arranquei.
De vez. Pra sarar logo e voltar a saltitar por aí. No lugar do “por que me machuquei”, entra o “pra que sofrer com isso?” Afinal, o que é um mero machucadinho?
É fazer fratura em band-aid da Hello Kitty. Sem necessidade e gastando um tempo que poderia servir para algo muito melhor, como tomar um sorvete, por exemplo.
Sei lá, arranquei. Quero dizer. Disse.
Agora sim! Agora é a hora. Basta eu descobrir como (re)começar.
- Se hoje eu fosse uma música: